A Câmara Municipal e o dia do Comerciário
O Dia do Comerciário foi comemorado na Câmara Municipal pelo 5º ano consecutivo, e 4º ano após a edição da Lei nº 14.213/2006, de minha iniciativa. Eu a propus com o objetivo de garantir a inclusão da efeméride no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo, mas também para que ficasse registrado o fato histórico que marcou o dia 30 de outubro.
Nunca é demais repetir que a data faz referência ao ano de 1932, quando foi publicada, no Diário Oficial da União, a decisão do presidente Getúlio Vargas por reduzir a jornada de trabalho de doze para oito horas diárias, fruto da reivindicação da massa de trabalhadores do comércio, que se reuniu em frente ao Palácio do Catete, em 29 de outubro. Fato que sensibilizou o presidente da República.
No entanto, o que justifica a Câmara Municipal de São Paulo convocar todos os anos uma Sessão Solene e que reúna, neste Plenário denominado "1º de maio", os ilustres convidados, os representantes do Sindicato dos Comerciários, muitos membros dessa classe e dentre estes alguns especialmente homenageados?
É que a Câmara é a Sede do Poder Legislativo e o símbolo maior da democracia. Neste Plenário são discutidos e votados os projetos que depois serão as Leis às quais estarão submetidos todos os cidadãos do município. Então, pode-se dizer que esta é a Casa do Povo, um espaço permanente dedicado ao debate, mas que também pode e deve ser dedicado às comemorações e à lembrança das datas significativas para o povo de São Paulo.
Portanto, nada mais justo que, anualmente, requerermos e dedicarmos uma Sessão Solene à comemoração do Dia do Comerciário, este profissional que normalmente é mais avaliado e reconhecido pelo quanto vende, pela meta financeira que atinge, pela quantidade de mercadorias que são requisitadas para o estoque, pelo poder de convencimento que demonstra diante do cliente indeciso, e menos por suas virtudes.
Nada mais justo, que a Casa do Povo, a Casa das Leis, a Edilidade receba e enalteça o profissional que faz o comércio acontecer e que tem desdobramentos econômicos e financeiros da maior relevância para nossa Cidade.
Justificada plenamente esta solenidade, vale destacar aos comerciários de São Paulo que é sempre uma renovada alegria e uma honra permanente dedicar-me, em conjunto com minha equipe, a preparar esta solenidade que tem o objetivo maior de homenagear a classe e reconhecer as virtudes do comerciário.
Isso porque, para vender, bater meta, aquilatar estoques e fechar qualquer venda é preciso ser profissional de excelência, ser dinâmico, prudente, bem-humorado, tolerante. Acima de todas as virtudes, para ser comerciário é preciso ter FÉ, em SI PRÓPRIO e no OUTRO.

