QUALIDADE E EFICIÊNCIA NO TRANSPORTE PÚBLICO: UM DIREITO DO CIDADÃO
*Antonio Goulart
Quem toma ônibus diariamente sabe dos transtornos que os cidadãos enfrentam por depender dos coletivos para se locomover até o trabalho ou até mesmo para escolas ou faculdades. Eles nem sempre são a melhor opção de deslocamento de um canto da cidade para outro da cidade, mas é a única solução para quem não tem o seu próprio veículo.
Sempre que estou parado no trânsito, observo atentamente todos os detalhes, desde a parte interna dos ônibus, até os corredores exclusivos, que estão sempre sujeitos a interferências. Os cruzamentos e semáforos ocasionam a queda da velocidade média no corredor de ônibus. Com este tipo de problema o transito no corredor aumenta, e consequentemente, o tempo da viagem pode durar até o dobro do normal.
Outro problema é o tempo de embarque, pois o passageiro precisa pagar a passagem com o bilhete único antes de girar a catraca, enquanto dezenas de outras pessoas se espremem para permanecer no interior do coletivo. Muitas vezes é impossível passar da catraca, pois geralmente não há mais espaço para mais pessoas. Isso gera um atraso na fila de corredores, porque enquanto a porte não se fecha, o motorista não pode proceder com o trajeto.
Já os taxis, estão autorizados para transitar nos corredores de ônibus, se estiverem com passageiros. Isso gera mais lentidão no local, pois os corredores ficam cada vez mais saturados de veículos.
Minha intenção como vereador e vice presidente da Comissão de Transito e Transportes é melhorar as condições para os cidadãos usufruírem mais qualidade e eficiência nos transportes coletivos da cidade de São Paulo.
Tenho estudado diversas formas de amenizar os transtornos assim como a implantação e reforma de corredores bem planejados e com o mínimo possível de interferências. A Avenida 23 de Maio pode ser utilizada como exemplo, ela tem poucos semáforos e quase nenhum cruzamento que possa atrapalhar a velocidade média do coletivo. Para melhorar os problemas, uma nova faixa de corredor poderia ser construída e as paradas poderiam ser intercaladas de acordo com cada linha de ônibus. Com a segunda faixa, a possibilidade da criação de pontos de ultrapassagem fica mais acessível.
A proibição de veículos de transporte individual nos corredores é uma meta inteligente para resolver uma parte do problema, uma vez que o Taxi entra no corredor, para ele voltar à faixa de veículo individual, gera a parada de vários veículos para a realização do retorno.
Essas medidas podem ser tomadas para amenizar transtornos e deixar o trajeto mais rápido, mas uma das principais soluções para melhorias no transporte da capital é a implantação de outros modais, como metrô e trem. Além de esvaziar grande parte dos ônibus, o número de coletivos tende a diminuir e assim o transito flui com mais facilidade, sem contar com a qualidade do ar que terá uma melhora significativa.

